A definição do relator da PEC que extingue a escala de trabalho 6×1 tem provocado impasse no Senado e mantém indefinido o cronograma de tramitação da proposta. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), ainda não encaminhou o texto à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), enquanto governistas e oposicionistas disputam a indicação de um nome que possa conduzir a análise da matéria de acordo com seus interesses. A informação é da CNN.
A base do governo defende a manutenção do texto aprovado pela Câmara dos Deputados, que prevê a redução gradual da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial e com dois dias de folga. Entre os nomes cotados para a relatoria estão os senadores Camilo Santana (PT-CE), Rogério Carvalho (PT-SE) e Fabiano Contarato (PT-ES). Já a oposição busca alterações, principalmente no prazo de transição para adaptação das empresas, e vê em Efraim Filho (União-PB) um possível relator alinhado a essa posição.
Nos bastidores, cresce a avaliação de que Alcolumbre poderá optar por um nome considerado de consenso, como Rodrigo Pacheco (PSB-MG), além de outros senadores como Eduardo Braga (MDB-AM) e Omar Aziz (PSD-AM). Enquanto a definição não ocorre, o governo pressiona para acelerar a tramitação e aposta também em um projeto de lei com conteúdo semelhante, enviado à Câmara em regime de urgência. A expectativa é que a escolha do relator seja decisiva para o ritmo da tramitação e para eventuais mudanças no texto da proposta.

